Conheça a mais antiga grafite de Paris em Portugal: um simpático grupo de pensionadas que passam a vida sob o nome infame de “Graffiti Grandmas”. O pelotão é o resultado de Lata 65, um curso de arte especial na cidade da Covilhã, onde os seniores aprendem tudo sobre arte de rua, e depois os colocam em prática. A fundadora do grupo, Lara Rodrigues, vem trabalhando há anos para romper estereótipos e quer envolver mais pessoas mais velhas em novas formas de arte. Através de seminários e workshops, as mulheres aprendem primeiro sobre a história dos grafitti e, depois disso, preparam-se para a realidade: saiam às ruas para criar seus primeiros grafitis com estênceis feitos em casa e muitas latas de spray.

O The Creators Project decidiu dar uma olhada nos bastidores de Lata 65 para descobrir por que os estudantes, que muitas vezes têm pouca ou nenhuma experiência com essa forma de arte, estão trabalhando na arte de rua com tanta dedicação. Conversamos com o fundador Rodrigues sobre sua filosofia "arte para todos" e depois conversamos com dois bandidos 65 +.

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The Creators Project: Como você classificaria o trabalho de seus alunos? Você vê isso como arte de rua ou como grafite?

Lara Rodrigues: Bem, a oficina começa com uma curta jornada pela história do grafite e da arte de rua, que é contada puramente por imagens. Começa com a primeira aparição do graffiti no final do 60 e no início do 70 nos Estados Unidos, depois fazemos uma viagem visual pela Europa, terminando em Portugal. Falamos sobre diferentes formas de grafite, arte de rua e pinturas murais. Nós então lidamos com várias técnicas e códigos que os artistas usam. O objetivo disso é garantir que, uma vez que saímos para as ruas, possamos reconhecer e entender melhor a arte de rua que nos cerca. Então é hora de praticar, onde as mulheres primeiro preparam tudo dentro e fazem sua própria marca. Quando eles estão completamente acabados, nós os levamos para a rua para colocá-lo na parede.

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Descreva um dia típico para você e seus alunos.

O Lata 65 é um workshop de dois dias e quatro horas todos os dias. E então estamos falando de um grupo de até quinze pessoas, algumas com problemas de saúde e outras com juntas danificadas. Então você pode imaginar que o ritmo e a dinâmica são um pouco mais lentos do que com crianças ou pessoas mais jovens. Eu tive grupos onde a idade média era 74 anos, com idosos entre 63 e 93 anos de idade. Em uma oficina média, o primeiro dia acontece dentro de casa. Então eles começam com a parte teórica e visual, após o que eles projetam sua própria tag para pulverizá-lo na parede depois. Eles também projetam vários stencils. No segundo dia, eles cortaram todos os estênceis e depois saímos para a rua e eles podem pulverizar seus desenhos na parede.

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Você também tem alguns ditados favoritos de seus alunos?
Há algumas coisas que eles dizem depois do workshop que vai ficar comigo para sempre:

"Agora eu olho para as paredes com olhos diferentes" - D. Lurdes, também conhecido como Armando.

"Quando estou aqui, não penso mais nas horas e dias que me restam antes de morrer" - Sr. Manuel, também conhecido como Balé.

Conheça os alunos:

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The Creators Project: Conte-nos mais sobre você!
Eu sou Eduardo Machado e tenho 68 anos. Eu tenho uma fazenda orgânica e crescem abacaxis. Eu pinto com tinta a óleo, acrílica e água. No meu tempo livre eu gosto de fazer programas de rádio, eu faço fotografia e navego (eu também sou um capitão). Eu também gosto de nadar e andar.

Há quanto tempo você é membro do Lata 65?
Desde que participei 2014 em julho no meu primeiro workshop nos Açores.

O que você mais gosta no Lata 65?
Os professores, porque eles trazem tanta energia e dinâmica com eles durante o workshop.

O que seus netos pensam do seu hobby?
Meus netos acham que a ideia é super divertida e me apoiam em tudo que faço.

E o que você mais gostou de pintar?
Gostei mais de uma pintura que fiz numa parede em Ponta Delgada. Ainda está lá agora!

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The Creators Project: Conte-nos mais sobre você.
O meu nome é Luísa Cortesão, tenho 65 anos e sou médica aposentada.

Há quanto tempo você é membro do Lata 65?
Desde novembro 2012.

Por que você se tornou um membro?
Porque gosto e porque sempre gostei de graffiti.

Qual foi o momento mais memorável que você teve durante os workshops?

Todos os momentos são realmente memoráveis. Mesmo se eu for ao workshop para ajudar as pessoas e ver como as pessoas novas experimentam pela primeira vez.

O que seus netos pensam do seu hobby?
Eles adoram, às vezes até saem comigo para pintar os estênceis.

E o que você mais gostou na pintura?
Minha própria tag: bruxas.

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